Uma Tradição Atemporal

 
O termo pashmina significa lã em persa, e refere-se ao pêlo mais fino que a cabra de cashmere produz, e aos textéis feitos com ele. Os xales de pashmina tém sido fiados, tecidos e bordados a mão no Nepal e Caxemira (Kashmir) por miles de anos. Esses xales, posse de família que históricamente têm formado parte essencial do enxoval da noiva nobre transmitindo parte da história familiar de geração a geração de filhas e laçando passado com presente, são também conhecidos simplesmente por Pashmina.

Nas últimas décadas, infelizmente, o termo pashmina tem sido utilizado sem controle, e muitos xales e cache-cols feitos de fibras sintéticas ou naturais mais não de cashmere, ou mesmo de lã de cashmere mais não de fibra fina, são vendidos como Pashmina. Mais não são! Apenas os xales do cashemere mais fino obtido do peito e gola da cabra são Pashminas


O Império Británico aos fins do SXVII, leva para Grã Bretanha os primeiros Kashimiri shawls ou xales de cashmere ou Pashminas, e eles fazem furor nas ilhas britânicas. No ano 1801, ao seu retorno da campanha do Egito (que em aquele tempo era parte do Império Otomano, que já tinha comércio com a Índia por séculos), Napoléon traz um xale para Joséphine, quem inicia a moda em Paris. Quando Napoléon casa com sua segunda esposa Marie Louise da Áustria para unificar o império e ter filhos, dá para ela 17 xales de Kashmir como parte de um enxoval auspicioso.
Foi assim que para as as damas francesas da alta sociedade o chãle de Kashmiri virou um objeto indispensável e cobiçável; eles eram tão caros, que apenas as mais privilegiadas podíam encomendar um; os noivos ricos, presenteabam um deles à noiva como parte de la corbeille (os presentes do noivo para a prometida), presente que iria ser considerado entre os mais valiosos da herança da casa. 

Em baixo, os retratos da Impératriz Joséphine por Gros e de Mme. Duvaucey por Ingres, são uma prova da importáncia da Pashmina para a nobreza e a alta sociedade francesa do início do SXIX.

 


Outros grandes pintores como Württemberg e Sargent tem tomado o xale de cashmere como inspiração para inúmeras obras. Em baixo, John Singer Sargent (1908), pinta sua sobrinha Reine Ormond em sete posturas diferentes vestindo um Kashmir shawl ou Pashmina
 


Hoje, a Pashmina, feita em 100% de aquele cashmere finíssimo ou mesclada com seda para melhorar o panejamento e dar brilho, é um acessório notóriamente preferido pela aristocracia e as mais glamorosas celebridades do mundo.

Uma de suas mais grandes fãs, a Princesa Diana de Gales vestía elas frequentemente como complemento perfeito para seus vestuários, iniciando uma tendéncia global que tém virado a Pashmina um clássico indispensável para mulheres e homems que fazem questão de vestir com estilo. Herdando e honrando a tradição da sogra, é frequente ver a Duquesa de Cambridge, levar uma Pashmina como complemento do vestuário em solenidades ou festas, tanto no inverno quanto verão. A lista é longa, incluindo Carolina de Mónaco e a Princessa Charlotte, Victoria e Magdalena da Suécia, a Rainha Letizia da España, a Rainha Máxima da Holanda, a Rainha Rania de Jordánia, a Sheika de Quatar, por nomear apenas algumas...


No setor masculino da nobreza, D. Jaime de Marichalar (ex-esposo da Infanta Elena de Borbón), bem conhecido pelo seu estilo pessoal marcante e considerado um dandy, assim como o Príncipe Laurent de Bélgica (irmão do rei) têm sido fotografados inúmeras vezes vestindo pashminas. D. Jaime, até vestindo duas ao mesmo tempo!


Por que do Nepal?

A Pashmina do Nepal é considerada a de melhor qualidade de todas devido a que suas cabras tém desenvolvido fibras de fineza, leveza e comprimento excepcionais para resistir os ventos indomáveis e temperaturas em baixo de -30ºC da região do Himalaya. Essa lã e tão fina (<13µm) que unicamente pode ser tecida em teares manuais.

Mulheres artesãs que entesouram a tradição são as guardiãs de essa arte que receberam de suas mães, e elas de suas avós, e assim durante gerações. Essa transmissão de mãe a filha, tem garantido a continuidade e sustentabilidade tanto da arte quanto a criação das cabras e do jeito de vida camponês na região. Consequentemente, do meio ambiente e da cultura das planícies do Tibete.

Pergunte alguém que possui uma verdadeira Pashmina o que é se deliciar com essa suavidade, essa leveza, esse aconchego perfeito para toda estação e toda ocasião. Sem hesitar, a pessoa vai falar com emoção, com carinho e doçura de uma peça que com certeza vai se virar herança familiar do mesmo jeito que as tecedeiras do Nepal transmitem a arte de mães a filhas e a nobreza herda as Pashminas da família para as filhas e netas.

Presentear uma Pashmina é uma demonstração de carinho, de ternura e valorização, de comemoração. E se-presentear uma delas é a celebração ideal de um bom sucesso personal, familiar ou profissional. Cada Pashmina é um investimento presente e de futuro para geracões, o começo de uma tradição familiar.

Precissamente essas autênticas Pashminas de cashmere superfino* sem igual no mundo, fruto do amor à cabra Hircus, e de um trabalho manual e acabamento magistrais, mas com a calidez e caráter que únicamente providenciam as deliciosas e subtís imperfeições da lavor de um mestre artesão, são as que HOLI® oferece você sob a sua marca Rani Sofía®.

 


  

 

* Todos nossos xales, estolas, e cachecóis são realizados em cashmere superfino de menos de 13µm, que apenas pode ser tecido em tear manual.